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Itaperuna

Pesquisa aponta Itaperuna como a 2ª cidade mais violenta do Rio de Janeiro e a 28ª do país

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Pesquisa aponta Itaperuna como a 2ª cidade mais violenta do Rio de Janeiro e a 28ª do país

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgou a mais recente edição do Atlas da Violência, levantamento que avalia os índices de homicídios em todo o Brasil. O estudo utiliza uma metodologia ampliada, capaz de identificar também os chamados “homicídios ocultos” — casos de mortes violentas que, inicialmente, foram registradas como de causa indeterminada.

Entre os municípios do estado do Rio de Janeiro com população superior a 100 mil habitantes, Itaperuna  aparece em situação preocupante. De acordo com o levantamento, a cidade contabilizou 52 homicídios oficialmente registrados e mais um caso reclassificado como homicídio oculto, chegando a um total estimado de 53 mortes violentas.

Com uma população de 107.246 moradores, o município alcançou uma taxa de 49,4 homicídios para cada 100 mil habitantes, índice que coloca Itaperuna na segunda posição entre as cidades mais violentas do estado nessa faixa populacional. A única cidade com taxa superior foi Queimados, na Baixada Fluminense, que registrou 52,3 homicídios por 100 mil habitantes.

Os números também revelam que a taxa de violência letal em Itaperuna está significativamente acima das médias estadual e nacional. No mesmo período analisado, o estado do Rio de Janeiro apresentou taxa de 24,4 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira ficou em 23,4.

No cenário nacional, considerando os municípios com mais de 100 mil habitantes, Itaperuna ocupa a 28ª colocação entre os maiores índices de homicídios do país.

O Atlas da Violência ressalta a relevância da identificação dos chamados homicídios ocultos para garantir maior precisão nas estatísticas. Em Itaperuna, um caso inicialmente classificado como morte violenta de causa indeterminada foi incorporado ao cálculo final por meio da metodologia adotada pelos pesquisadores.

Os responsáveis pelo estudo também defendem uma integração mais eficiente entre os sistemas de saúde e de segurança pública, com o objetivo de aprimorar a qualidade das informações e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à redução da violência.

Guia do Estado*


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