Polícia
Policial Militar é morto a tiros em Bom Jesus do Itabapoana
Uma policial militar foi presa em flagrante por matar o ex-marido, também PM, após encontrá-lo com outra mulher, em Bom Jesus do Itabapoana, no Norte Fluminense. Após o crime, a cabo Kelly Monique Lopes Caraline de Almeida ainda tentou despistar a polícia: aos agentes que chegaram à cena do crime, ela afirmou que seu ex-companheiro, o subtenente Fábio da Rocha Corrêa, havia sido morto por tiros disparados por “homens encapuzados” que haviam passado pelo local num carro. Em depoimento, no entanto, a atual namorada do PM, que testemunhou toda a cena, contestou o relato da cabo e revelou que a autora dos disparos havia sido a ex-mulher, que foi presa em flagrante e já está na Unidade Prisional da PM.

A policial militar, a Cabo Kely, de 37 anos, e o ex-marido, o subtenente da PM Corrêa, de 44 anos
O crime aconteceu na última sexta-feira. Em depoimento, um dos agentes que foi acionado para o local disse que, ao chegar lá, a cabo Kelly, que é lotada no 29ª BPM (Itaperuna) afirmou que “homens encapuzados num Citroen de cor prata e placa não identificada haviam passado em frente ao portão e efetuado disparo contra a vítima”. Na ocasião, segundo o depoimento, a policial insistia para que a patrulha deixasse o local e fosse atrás do veículo.
A versão foi desmentida pela namorada do subtenente, que testemunhou o crime. Ela afirmou que os dois estavam juntos, retirando malas de dentro do carro, na frente da casa dele, quando ouviu uma mulher chamando no portão. Corrêa disse que era sua ex-companheira e que não queria atender. No entanto, ele foi até o portão e perguntou o que Kelly queria. A cabo pediu que Corrêa abrisse o portão, o que ele se negou a fazer, “pois não tinha nada para conversar com ela”, segundo disse a testemunha. Kelly disse, então, que ele teria um grande problema. Em seguida, a namorada ouviu um barulho de tiro e Corrêa gritando de dor.
Na mesma hora, ela foi até o banheiro e ligou para a polícia, informando que seu namorado era policial e havia sido baleado. A mulher ainda disse ter sido ameaçada por Kelly, que teria colocado uma arma em sua cabeça. Perguntada, no depoimento, sobre como tem certeza de que o tiro foi disparado por Kelly, a mulher disse que só havia os três no local no momento. Além disso, segundo ela, a própria exigência de que não contasse à polícia que ela é a autora dos disparos seria uma confissão.
À PM, a cabo confessou que foi a responsável pelo tiro que matou o ex-marido. Mas afirmou que agiu “instintivamente” porque o homem teria sacado a arma como se fosse atirar. Segundo ela, seu objetivo era acertar a perna do subtenente. Ferido na barriga, o PM ainda foi levado ao hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
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